O período turbulento que a economia mundial viveu recentemente levantou a discussão sobre a atuação dos executivos de grandes empresas e a sociedade passou a questionar se a ação desses profissionais intensificou os efeitos devastadores da última crise.

Os fatores que deram origem ao problema foram vários, mas boa parte do debate público girou em torno da postura de líderes das economias mundiais e como eles vinham trabalhando, muitas vezes com atitudes antiéticas, sem se preocupar em como suas ações afetariam o mercado e a economia.

Com o cenário econômico dando sinais de recuperação, já é possível fazer um balanço dos efeitos gerados pela crise e identificar as mudanças que o mercado começa a fazer para evitar um novo colapso. Uma das principais modificações é justamente a busca das empresas por um novo tipo de profissional: o sustentável.

“O profissional com foco em sustentabilidade agrega uma série de características que o diferenciam e o habilitam a ser um agente de transformação no meio corporativo”, afirma Celso Braga, sócio do Grupo Bridge e membro do board da Los Angeles University School of Management.

O novo líder, segundo o especialista em desenvolvimento de lideranças e grupos, se destaca pelo foco na gestão de pessoas, nas decisões éticas e na satisfação da equipe, e não apenas na busca por resultados. Outro ponto relevante é a capacidade de comunicação interpessoal desse profissional, que procura conhecer a natureza humana dos relacionamentos e é capaz de gerenciar de forma mais eficiente os conflitos. O comportamento do novo líder prioriza a ética e foca na sustentabilidade da empresa ao longo dos anos.

A formação do executivo é um ponto crucial para que ele atenda a essa nova demanda do mercado. “As escolas de negócios devem reformular suas grades para formar líderes responsáveis e cientes da importância do trabalho a longo prazo, da ética e da responsabilidade com a sociedade. O grande diferencial que o profissional pode oferecer à sua empresa é saber como aplicar na prática, no dia a dia o conhecimento de sustentabilidade e ser capaz de influenciar o comportamento da sua equipe nesse mesmo sentido”, afirma Braga.

O especialista explica ainda que a educação executiva de qualidade e a valorização do comportamento ético serão diferenciais para que a empresa confie ao profissional o crescimento sustentável da organização. “O desenvolvimento sustentável de uma empresa está diretamente relacionado à postura dos líderes.

É uma questão de atitude, posicionamento, preocupação com as pessoas. As escolas que tratarem a ética como uma experiência contínua na aprendizagem do aluno, e não como fator pontual, poderão oferecer ao mercado profissionais mais habilitados para atuarem no mercado hoje e no futuro”, conclui Braga.

 

Fonte: Site administradores.com.br