Poucos dias após a chefe da Casa Civil e candidata à Presidência Dilma Roussef, anunciar em São Paulo que o Brasil tem a intenção de assumir “compromissos voluntários” no combate ao aquecimento global, os Estados Unidos, a China – as duas nações mais poluidoras do mundo – e outros países reunidos em Cingapura para um fórum de líderes da região Ásia-Pacífico decidiram abandonar a tentativa de se chegar a um acordo concreto sobre metas de redução de gases causadores do efeito estufa na Conferência do clima em Copenhague.

Uma verdadeira ducha de água fria!

Os compromissos brasileiros consistem em um desvio entre 36% e 39% na curva de crescimento projetada para 2020 de emissão de gases do efeito estufa.

O setor de maior contribuição é o florestal, com redução de 80% do desmatamento da Amazônia em 2020, o que equivale a uma redução de 20% dessas emissões. O desmatamento e as queimadas são a maior fonte brasileira de gases do efeito estufa.

O restante vem de outros setores, como o de agropecuária, siderurgia e energia. Faltou transparência no processo de formulação desses números. Não se sabe ainda qual é a parcela de contribuição de cada um desses setores exceto o florestal, nem como a redução das emissões projetadas pode acontecer.

Com a notícia do abandono dos países, será que o COP 15 terá um resultado conclusivo? Será que interesses comerciais não falarão mais alto?