Há 25 anos, lembro de meu pai conversando a respeito de seu emprego. Naquela época, ele falava sobre seus colegas, sobre a empresa e sobre suas tarefas.

Parece-me que cada funcionário tinha exatamente essas tarefas bem definidas. Meu pai não fabricava peças ou componentes; produzia resultados em forma de papel, mas de forma clara, repetida e única.

A falta de recursos tecnológicos hoje existentes obrigava a empresa a definir bem estes papeis e investir em pessoas para cada uma dessas funções, o tratamento inclusive se dava pelo Departamento De Pessoal, onde cada indivíduo era tratado como um ativo da empresa.

O tempo foi passando, a tecnologia cada vez mais presente e seguindo um ritmo acelerado iniciou o processo que chamo de “Substituição Virtual de Funções” e isso causou um enxugamento do número de “ativos humanos” e uma extinção de funções e cargos até então importantes. Meu pai se viu na obrigação de aposentar-se por um acordo em consideração ao seu tempo de trabalho – 43 anos – pois sua produção fora substituída por um computador, aliás, não só a sua produção, mas de boa parte de seu departamento.

Hoje, esse mesmo avanço tecnológico que enxugou aquelas funções, somado aos modelos de gestão, criou um número duas ou três vezes maior de funções, porém o número reduzido de funcionários, agora chamados de parceiros, não aumentou.

Essa relação de novas funções, funções tradicionais que sobreviveram e número reduzido de recursos gera como resultado duas coisas:

  • Acúmulo de responsabilidades e atividades;
  • Falta de definição clara das responsabilidades.

São raras as empresas que tem uma declaração das atividades de seus funcionários e essas responsabilidades são seguidas fielmente.

Como podemos reverter isso? Existem algo a ser revertido mesmo?